twitter

Mostrando postagens com marcador redação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redação. Mostrar todas as postagens

Alguns aspectos, uma vez elencados na primeira parte do artigo, dizem respeito à construção textual. Assim, procurando dar continuidade à nossa discussão, seguimos com os demais aspectos a serem observados, todos de igual importância:
* A leitura da coletânea, evidenciada por meio de uma linguagem verbal e não verbal, representa o passo inicial de sua produção, pois ela retratará o tema a ser desenvolvido na redação, bem como proporcionará subsídios linguísticos que reforçarão ainda mais seus argumentos. 
Dessa forma, procure atentar-se bem a ela, lendo-a na íntegra e seguindo-a do início ao fim, pois a fuga ao tema incidirá em resultados negativos, até mesmo a pontuação zero.
* Outra questão diz respeito à performance de seu texto, a começar pela margem. Como deve ser o espaçamento do parágrafo? 

Eis que prevalece aí o bom senso em você deixar bem claro para o corretor que exatamente num dado local inicia-se uma ideia. Ao final da linha é importante também se manter atento(a) quanto à correta separação das sílabas.Confira mais informações em: Como as sílabas se separam)  

Ainda em se tratando dos parágrafos, procure ser comedido(a) ao construí-los, de modo a evitar que eles fiquem muito extensos. Tal fato, além de denotar uma má organização das ideias, acaba dificultando o entendimento do leitor a respeito do que você quis dizer. Como se trata de um texto dissertativo, torna-se conveniente nos conscientizarmos de suas partes principais, retratadas pela introdução, desenvolvimento e conclusão. Nesse sentido, devemos fazer com que os parágrafos sejam distribuídos de forma a atender esses aspectos fundamentais, sempre nos pautando pela quantidade de linhas pontuadas nas instruções, as quais devem ser seguidas de forma criteriosa.
* Para se fazer entender é preciso, antes de tudo, expressar-se bem. Mas de que forma?

Toda construção textual precisa estar calcada em outros dois elementos fundamentais: a coesão e a coerência. A coesão representa os recursos linguísticos responsáveis pelas ligações que se estabelecem entre os termos de uma frase, entre as orações de um período ou entre os parágrafos de um texto, de forma a torná-lo harmonicamente bem construído e agradável à leitura. Dessa forma, obtenha mais informações por meio dos textos: Como tornar um texto coeso  
e Texto escrito.

A coerência refere-se à apresentação das ideias, estando essas de acordo com o gênero textual, com o conhecimento de mundo do leitor e com a própria lógica interna do texto. Confira um pouco mais em: Coerência 

* Como já mencionado, um texto dissertativo deverá constar de três partes básicas, uma vez materializadas pela:
- Introdução – representa a parte do texto em que o emissor apresenta brevemente o assunto sobre o qual irá discorrer, chamando a atenção do leitor para a sua efetiva importância;

- Desenvolvimento – distribuído de forma precisa, representa a parte mais extensa do texto, na qual as ideias serão desenvolvidas, os argumentos expostos de forma contrária ou a favor, tendo como finalidade principal a persuasão, o convencimento do interlocutor acerca das ideias então defendidas. Para tanto, faz-se necessário que esses argumentos estejam pautados em bases sólidas. Dessa forma, “achismos” são totalmente dispensáveis. Nesse sentido, o emprego de uma linguagem objetiva, redigida na 3ª pessoa do singular, clara e convincente, representa fator preponderante.
- Conclusão – refere-se à parte final do texto, representando o fechamento de todas as ideias e os argumentos abordados anteriormente.
Quando se fala em convencer o leitor acerca do posicionamento defendido pelo autor do texto, tal ocorrência se refere aos muitos recursos linguísticos utilizados com base em verdades inquestionáveis, como por exemplo, dados estatísticos, pronunciamentos de pessoas renomadas, comparações, analogias, raciocínios constituídos de uma relação de causa e consequência, enfim, entre tantos outros que corroboram para que tal intento seja perfeitamente concretizado.
Levando em conta essas atribuições, esperamos ter contribuído para o aprimoramento de seus conhecimentos acerca de como proceder mediante uma construção textual concebida de forma plausível. Desejamos a você um bom desempenho e, sobretudo, que consiga alcançar seus reais objetivos!


Você está prestes a enfrentar nada mais, nada menos, que 180 questões a serem analisadas e resolvidas. Na prova referente a Linguagens, Códigos e Tecnologias você irá se deparar com a tão temida redação. Tal fato o (a) assusta?
Se sim, uma boa dica é não deixar que isso se torne um obstáculo para você, o que pode gerar em resultados negativos quanto ao seu desenvolvimento mediante o processo avaliativo. Dessa forma, a dica principal pode ser dada em somente uma palavra – “preparação”.
Em face desse pressuposto, preparamos algumas dicas indispensáveis a qualquer candidato que deseje um bom desempenho, sobretudo no que se refere à redação. Assim sendo, ei-las:
Geralmente, o tipo textual mais requisitado é o dissertativo-argumentativo, no qual você irá se posicionar frente a um assunto, no intuito de convencer o interlocutor acerca da concretude de suas ideias. Para início de conversa, faz-se necessário que você se conscientize de dois fatores fundamentais: a necessidade do domínio do código linguístico, materializado pelos seus conhecimentos acerca dos fatos que regem a língua como um todo; e o outro diz respeito ao repertório, demarcado pelos seus conhecimentos, pelo conjunto de informações que se tem de um determinado assunto. Acredite! Munido (a) de ambas as competências, com certeza você irá longe.
O que significa ter domínio do código linguístico? Como você sabe, a linguagem escrita encontra-se submetida à variedade padrão, e essa, por sua vez, é regida pelos preceitos gramaticais. Assim sendo, cumpre dizer que distintos elementos integram essa modalidade, como, por exemplo, ortografia, semântica (relativa ao significado que as palavras apresentam em se tratando de um dado contexto), sintaxe (envolvendo questões relacionadas à concordância e à regência), entre outros.
Foquemos agora nossa atenção na importância do repertório. Imagine se você fosse convidado a falar acerca de um assunto do qual não tem o menor conhecimento. Seria, no mínimo, constrangedor, não é verdade? Daí a importância de estarmos preparados para expor nossas ideias e opiniões de forma sensata e consciente. Dessa forma, a base sólida para arquitetar um bom repertório é tão somente buscar informações, ampliando seu conhecimento em todos os sentidos.
De tal modo, nada melhor do que desenvolver o hábito da leitura de bons livros; manter-se informado (a) acerca dos acontecimentos que norteiam a sociedade de uma forma geral, assistindo aos noticiários nacionais e internacionais, lendo jornais e tantas outras fontes informativas que se encontram ao nosso inteiro dispor; conversar com amigos, familiares e pessoas influentes, no sentido de trocar experiências, compartilhar informações; ler editoriais, artigos de opinião, enfim, textos nos quais prevaleça o discurso argumentativo.


Competências, habilidades, argumentos, enfim... todos esses pressupostos certamente não faltarão no segundo dia de provas referentes ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste ano de 2013. Sim, não irão faltar, pois você se mostra como alguém que lutou, buscou, preparou-se, no sentido de aprimorar a cada dia para obter um excelente resultado justamente naquela que para muitos é alvo de temor: a redação. 
Assim, dada essa realidade, no momento em que você se dispuser a ressaltar acerca das suas opiniões, dos seus posicionamentos sobre um determinado assunto, algumas competências serão avaliadas, obedecendo assim a critérios previamente definidos, os quais deverão ser seguidos à risca. Nosso principal objetivo, diante disso, é fazer algumas abordagens, apontando pontos de extrema pertinência quando o assunto é a escrita. Nesse sentido, cada um deles será exaltado, seguido das considerações que se fizerem necessárias ao seu conhecimento:
Domínio da norma padrão da língua portuguesa – Aqui entram em cena os conhecimentos de que você dispõe acerca de todas aquelas regras gramaticais, levando em consideração alguns critérios relacionados à ortografia, concordância, regência, conhecimento dos fatores relacionados à semântica das palavras, lembrando que semântica diz respeito ao significado que elas (as palavras) representam, entre outros. Quando falamos em ortografia é bom que se lembre das novas mudanças que se operaram em decorrência do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Para saber mais é só acessar o texto “Acentuação”.
Compreensão da proposta de redação – Antes de começar a organizar suas ideias, é essencial que você compreenda perfeitamente o que requer a proposta sugerida, ou seja, o tema a ser trabalhado. Dessa forma, leia-a prestando bastante atenção, pois é a partir dela que terá condições de elencar, de organizar todos os aspectos que você deseja abordar, condizentes, é claro, com o assunto em discussão;
Seleção e organização das informações – O principal ponto a ser discutido diz respeito ao fato de que suas opiniões é que estarão em jogo, mas não aquelas que você, por si só, acredita serem válidas, pois assim sendo não irão merecer os devidos créditos por parte da banca examinadora. Assim, torna-se muito importante que no momento de argumentar, o faça com base em fatos concretos, sólidos, que realmente apresentem fundamento. Quando falamos em fatos concretos queremos dizer que não são fatos retirados do além, muito menos com base nas verdades coletivas, tampouco nos “achismos”. Tudo que disser precisa estar arraigado em algo verdadeiramente comprovado, por isso, nada melhor que se apoiar em dados estatísticos, alusões, comparações e contrastes, fatores relacionados à causa e consequência, enumeração, citação de testemunho enfim;
Demonstração de conhecimento da língua necessária para argumentação do texto – Como você sabe, nós, usuários do sistema linguístico, estamos submetidos a um padrão tido como convencional, comum a todos – o chamado padrão formal da linguagem. Assim, como se trata de um dissertativo-argumentativo, suas ideias precisam, além de sólidas, estar bem articuladas, organizadas por meio de parágrafos bem construídos e, sobretudo, que seu texto obedeça a um encadeamento definido por uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão;
Elaboração de uma proposta de solução para os problemas abordados, respeitando os valores e considerando as diversidades socioculturais – Ao abordar sobre todos os aspectos que você considerou relevantes à proposta, certamente deverá ter levantado alguns aspectos voltados para uma problemática, para um fato passível de ser solucionado, resolvido. Nesse sentido, ao concluir seu texto, uma das melhores formas de arrematar, fechar as ideias, é apresentar uma solução para tudo aquilo que foi amplamente discutido. Como deve ter argumentado da melhor forma possível, certamente não encontrará nenhuma dificuldade para fazer isso.
Mediante todos os aspectos aqui mencionados, esperamos ter contribuído de forma significativa para que você, caro(a) estudante, obtenha o sucesso que lhe é de direito, pois você, frente a todo esforço e dedicação, sem dúvida será um(a) vencedor(a).




Intitulamos “droga” qualquer substância e/ou ingrediente utilizado em laboratórios, farmácias, tinturarias, etc.; um pequeno comprimido para aliviar uma dor de cabeça ou até mesmo uma inflamação, é uma droga. Contudo, o termo é comumente empregado a produtos alucinógenos ou qualquer outra substância tóxica que leva à dependência como o cigarro e o álcool, que por sua vez têm sido sinônimo de entorpecente.

As drogas psicoativas são substâncias naturais ou sintéticas que ao serem penetradas no organismo humano, independente da forma (ingerida, injetada, inalada ou absorvida pela pele), entram na corrente sanguínea e atingem o cérebro, alterando todo seu equilíbrio, podendo levar o usuário a reações agressivas.

O que leva uma pessoa a usar drogas?

Pesquisas recentes apontam que os principais motivos que levam um indivíduo a utilizar drogas são: curiosidade, influência de amigos (mais comum), vontade, desejo de fuga (principalmente de problemas familiares), coragem (para tomar uma atitude que sem o uso de tais substâncias não tomaria), dificuldade em enfrentar e/ou aguentar situações difíceis, hábito, dependência (comum), rituais, busca por sensações de prazer, tornar (-se) calmo, servir de estimulantes, facilidades de acesso e obtenção e etc.


CONFIRA ALGUMAS REDAÇÕES  E DICAS !!

  • Só nos movemos depois das tragédias
    07/02/2013 18h14 4 comentários Por Adriano Lesme
    Começamos 2013 com uma das maiores tragédias do Brasil. Tragédia anunciada. Na madrugada do dia 27 de janeiro, um incêndio em uma boate em Santa Maria, Rio Grande do Sul, matou mais de 200 pessoas, a maioria estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O que aconteceu na cidade universitária...
  • Estude para a Fuvest com vídeo-aulas
    21/11/2012 16h48 0 comentários Por Adriano Lesme
    Publicamos no canal do Brasil Escola no Youtube quatro vídeo-aulas para a primeira fase do Vestibular 2013 da Fuvest. Vocês podem conferir os vídeos logo abaixo, com dicas dos professores do curso e colégio Oficina do Estudante, de Campinas, sobre as disciplinas de Física, Geografia e Português....
  • Especial Vestibular Unicamp 2013
    06/11/2012 17h33 0 comentários Por Adriano Lesme
    Tem início no próximo domingo, 11 de novembro, o Vestibular 2013 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Mais de 67 mil vestibulandos são esperados para a primeira fase, um recorde. Como de praxe, o Brasil Escola preparou um guia com tudo que você precisa saber sobre um dos processos seletivos mais...
  • Possíveis Temas de Redação do Enem 2012
    26/10/2012 16h34 26 comentários Por Adriano Lesme
    A redação é, sem dúvida, a parte do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que mais preocupa os participantes. Conseguir uma boa nota na redação do Enem pode ser o diferencial para entrar em alguma universidade federal. Devido à proximidade do Enem 2012, marcado para os dias 3 e 4 de...
  • Enem 2012 – está chegando a hora!
    04/10/2012 15h38 43 comentários Por Adriano Lesme
    Falta exatamente um mês para o Enem 2012. Aumentam as tensões, as horas de estudo, o estresse... Para muitos as provas dos dias 3 e 4 de novembro podem decidir o futuro profissional de suas vidas. Mas calma, nós vamos te ajudar! Preparamos este tópico especial com tudo que você precisa saber sobre a...
  • Acabou a pizza?
    20/09/2012 11h46 5 comentários Por Dayse Luan
    Após sete anos de espera, começou no dia 02 de agosto o julgamento do mensalão, o maior esquema de corrupção já descoberto no país. E para a surpresa de muitos, para não dizer de todos, até o momento a maioria dos 38 réus estão sendo condenados por pelos menos uma...
  • Educação em greve: o outro lado da moeda
    24/08/2012 08h06 2 comentários Por Wanja Borges
    O inciso VII, do art. 37 da Constituição Federal, assegura o direito de greve aos servidores públicos, desde que seja exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. Este é apenas um dos vários argumentos que vem sendo utilizados pelas universidades e escolas da rede estadual de...
  • O estranho patriotismo nas Olimpíadas
    01/08/2012 14h58 13 comentários Por Adriano Lesme
    Começou há alguns dias a 30º edição das Olimpíadas de Verão, ou simplesmente Olimpíadas. Realmente, não está passando na principal emissora do país, mas posso garantir que as competições já iniciaram. Muda para a Record! Brincadeiras à...
  • Aborto de anencéfalos
    26/04/2012 10h15 56 comentários Por Dayse Luan
    No dia 12 de abril o Supremo Tribunal Federal (STF) legalizou o aborto de fetos anencéfalos, os quais não possuem cérebro ou o apresentam apenas parcialmente. Após dois dias de votação entre os ministros o resultado foi de oito votos favoráveis e dois contra. A partir de agora, no Brasil,...
  • O Facebook está virando Orkut no Brasil?
    02/04/2012 17h40 13 comentários Por Adriano Lesme
    No mês de março uma polêmica envolveu o dono do Facebook , Mark Zuckerberg, e os usuários brasileiros da rede social. As primeiras notícias relatavam que Mark disse que os brasileiros estão estragando o Facebook com o compartilhamento de vírus do estilo “mude a cor do seu facebook”,...


    Fonte: http://vestibular.brasilescola.com/blog/


Tema atual - fevereiro de 2013

                      Maioridade Penal





O limite de 150 redações foi atingido. Aguarde a próxima proposta que será divulgada a partir do dia 3.

As discussões em torno da legitimidade da redução ou não da maioridade penal no Brasil sempre estão em voga. No entanto, nunca houve um consenso acerca da questão. Afinal, será que reduzir a maioridade penal irá reduzir os índices de violência praticada por “menores infratores”? Será que enviá-los para penitenciárias mais cedo irá mudar essa realidade? O que sabemos de fato é que presídios estão cada vez mais cheios e não conseguem mudar a realidade de infratores. Mas se algo não for feito para mudar esses índices cada vez mais alarmantes de violência praticada por crianças e adolescentes, a situação só irá piorar. Qual serão então as melhores soluções?
A proposta do Banco de Redações do mês de Fevereiro é que você defenda um posicionamento claro e bem fundamentado acerca Redução ou não da Maioridade Penal no Brasil. Leve em consideração os textos apresentados na coletânea para nortear suas ideias, mobilize argumentos bem fundamentados que levem seu texto a ir além do senso comum e realizar uma crítica análise da problemática imposta.
Desenvolva um texto em PROSA entre 1.400 e 2.200 caracteres com espaço (utilizem o contador do Word). Envie seu texto até 25 de janeiro e confira a correção comentada que estará disponível a partir das 22h do dia 08 de fevereiro. Serão corrigidas as 150 primeiras redações enviadas que não forem desclassificadas.
Proposta 1: Dissertação

Neste gênero textual, você possui a oportunidade de defender um posicionamento e tentar persuadir seu interlocutor de sua posição. Para isso, mobilize fatos, dados, exemplos, analise e reflita em torno da problemática do tema.

Veja como fazer um boa dissertação e conheça também as características deste gênero textual.

ATENÇÃO: para enviar a redação é preciso antes fazer o login na Área do Usuário.


Não sabe como começar seu texto? Então confira algumas dicas aqui, aqui e aqui.


Elabore sua redação considerando as idéias a seguir:

"A legislação brasileira sobre a maioridade penal entende que o menor deve receber tratamento diferenciado daquele aplicado ao adulto. Estabelece que o menor de 18 anos não possui desenvolvimento mental completo para compreender o caráter ilícito de seus atos. Adota o sistema biológico, em que é considerada somente a idade do jovem, independentemente de sua capacidade psíquica. Em países como Estados Unidos e Inglaterra não existe idade mínima para a aplicação de penas. Nesses países são levadas em conta a índole do criminoso, tenha a idade que tiver, e sua consciência a respeito da gravidade do ato que cometeu. Em Portugal e na Argentina, o jovem atinge a maioridade penal aos 16 anos. Na Alemanha, a idade-limite é 14 anos e na Índia, 7 anos." [Leia na íntegra - Veja]

"Pesquisa do Instituto DataSenado publicada em outubro apontou que 89% dos 1.232 cidadãos entrevistados querem imputar crimes aos adolescentes que os cometerem. De acordo com a enquete, 35% fixaram 16 anos como idade mínima para que uma pessoa possa ter a mesma condenação de um adulto; 18% apontaram 14 anos e 16% responderam 12 anos. Houve ainda 20% que disseram "qualquer idade", defendendo que qualquer pessoa, independente da sua idade, deve ser julgada e, se for o caso, condenada como um adulto. (...). - Manter em 18 anos o limite para a condição de imputabilidade é ignorar o desenvolvimento mental dos nossos jovens. A redução da maioridade, por si só, não resolveria os nossos graves problemas de segurança pública. Entretanto, seria uma boa contribuição, pois os jovens, em função da impunidade, sentem-se incentivados à prática do crime - disse Cassol, no Plenário, ao apresentar a proposta." [Leia na íntegra - Brasil 247]

"O sensacionalismo seduz, mas não responde à lógica: o fato de os adultos já serem processados criminalmente não tem evitado que pratiquem crimes.
 Por que isso aconteceria com os adolescentes? A ideia de que a criminalidade está vinculada a uma espécie de “sensação da impunidade” jamais se demonstrou, tanto mais que a prática de crimes tem crescido junto com a encarcerização. A tese oculta uma importante variável: o fator altamente criminógeno do ambiente prisional, que é ainda maior quando se trata de jovens em crescimento." [Leia na íntegra - Blog do Miro]



Proposta de fevereiro de 2013

Como se tornar um consumidor consciente? Isso é possível?

Consumir: já faz tempo que, nos mais diferentes espaços do planeta, esse verbo tem sido associado à busca da felicidade. No Brasil não é diferente. A mídia vende sonhos e cria indivíduos consumistas, com um marketing feroz voltado para as mais diferentes idades. Isso se traduz não apenas na propaganda propriamente dita, mas até na estrutura e organização das lojas, estrategicamente planejadas para induzir ao consumo. Ter (principalmente produtos de marcas consagradas) pode criar a sensação de status e de pertencimento a um grupo mais desenvolvido. Juntamente com os produtos, adquire-se a ilusão de felicidade. Para completar, os bancos oferecem crédito a jovens ainda sem uma consciência financeira e o índice de pessoas endividadas cresce cada vez mais. É possível escapar dessas armadilhas da sociedade de consumo? Como romper esse círculo vicioso? Como preparar, especialmente o jovem, para se tornar um consumidor mais consciente?
Envie sua redação

Elabore uma dissertação considerando as ideias a seguir:


A criança e o consumo

Saber diferenciar o 'eu quero' do 'eu preciso'. É esse um dos pontos cruciais para que o consumismo infantil não crie adultos financeiramente desequilibrados. A opinião é das especialistas Cássia D’ Aquino e Maria Tereza Maldonado, autoras do livro “Educar para o Consumo”.
De fato, o consumo está cada vez mais presente na vida das crianças. Mesmo as de pouca idade, já conhecem marcas e sabem pedir aos seus pais exatamente o que querem. Um estudo realizado no Reino Unido há alguns anos mostrou que, na época, as crianças britânicas de 10 anos conheciam de 300 a 400 marcas famosas, mais de 20 vezes o número de espécies de aves de que sabiam o nome.
“Até pouco tempo atrás, a idade média em que uma criança pedia para que o pai comprasse algo era dois anos e oito meses. Hoje já é dois anos e três meses e isso vai cair ainda mais, rapidamente. Os modelos de família que temos hoje priorizam o consumo. Nos finais de semana, os pais levam as crianças ao shopping para comprar, em vez de passear, brincar, passar o tempo com os filhos”, pontua Cássia D´Aquino.
Conhecedoras do mercado, elas são capazes de influenciar os hábitos de consumo de sua família. De acordo com a pesquisa “O Poder da Influência da Criança nas Decisões de Compra da Família”, realizada pela Viacom em 11 países do mundo, entre eles o Brasil, 51% dos pais tomam a decisão de uma compra depois de ouvir a opinião dos filhos, enquanto 49% afirmam que decidem juntos com as crianças.
Mesmo quando o produto é para os pais, a opinião dos filhos é levada a sério. Na categoria automóvel, por exemplo, 60% dos pais dizem que foram influenciados pelos filhos. No entanto, mais do que ouvir a opinião das crianças, é importante que os pais aproveitem esses momentos para educar financeiramente.
[UOL Notícias Economia]

Impulsividade e falta de consciência

Soma e subtração. Cheque especial, cartão de crédito, contas para pagar ao fim do mês e uma conta bancária no vermelho. Essa situação é a realidade de 70% dos jovens que iniciam suas carreiras.
Endividados, os novos funcionários do mercado de trabalho acabam prejudicando o próprio desenvolvimento profissional por conta da falta de saúde financeira, é o que revela o educador de finanças, Reinaldo Domingos.
Segundo ele, a falta de dinheiro pode causar problemas como o absenteísmo (ausências) e a desatenção no trabalho, gerando dificuldades de ordem pessoal e profissional, como aumento de empréstimos consignados, baixa autoestima, aumento de acidentes de trabalho, além de abalar a qualidade de vida familiar do colaborador.
Isso acontece por três motivos, principalmente. Primeiro é a falta de consciência financeira de se gastar além do que se recebe. Em seguida está o excesso de mídia/marketing sob produtos e serviços. Por último está a oferta de crédito fácil. "Esses três fatores são cruciais para o desequilíbrio financeiro. O jovem é impulsivo e se entrega ao consumismo, sem ao menos saber se suas contas já estão no limite. O que completa esse ciclo são os cartões e cheque especial", explica Domingos.
[DSOP - Educação Financeira]

Eu etiqueta

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
(...)
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
(...)
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
[Carlos Drummond de Andrade]

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;

Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;

Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;

A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;

Não deixe de dar um titulo à sua redação.

Envie seu texto até 25 de fevereiro de 2013.

Confira as redações avaliadas a partir de 1 de março de 2013.

Elaboração da proposta

Sueli de Britto Salles
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Com base nos textos acima, elabore sua redação sobre o tema Como se tornar um consumidor consciente? Isso é possível?. Quando ela estiver pronta, clique no link abaixo para enviá-la.
Envie sua redação


#15 USINA HIDRELÉTRICA

MPF recorre e apresenta recurso contra construção de Belo Monte



O Ministério Público Federal entrou nessa quarta-feira (05/09) com um recurso no STF (Supremo Tribunal Federal) para paralisar a construção da hidrelétrica de Belo Monte até que sejam realizadas as consultas aos indígenas afetados pela usina. As obras, paralisadas no dia 23 de outubro, foram retomadas cinco dias após o presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, conceder liminar autorizando a continuidade da obra. Caso Brito não reconsidere a decisão, o plenário vai julgar o pedido.
Assinado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e pela vice-procuradora, Deborah Duprat, o agravo instrumental sustenta que, de acordo com a Constituição brasileira e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, os índios devem ser consultados pelo Congresso Nacional antes de qualquer decisão que possa afetar sua sobrevivência, como é o caso das obras da usina de Belo Monte. 
Afirmam ainda que a reclamação, recurso utilizado pela Advocacia Geral da União para suspender a decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), não é a via correta para resolver o processo, porque se sustenta em uma decisão provisória da então presidente do STF, ministra Ellen Gracie. Para o MPF, "só seria possível o manejo da reclamação para preservar a declaração de constitucionalidade do decreto legislativo 788 (que autorizou Belo Monte), se esta fosse uma decisão do plenário do STF, e não uma decisão monocrática da então presidente da Corte".
"Jamais uma decisão proferida em suspensão de liminar pode condicionar o julgamento de mérito da ação principal. De modo que é juridicamente impossível, por meio da reclamação, o pedido de anulação do acórdão proferido em embargos de declaração em apelação cível", entende o MPF, para quem a decisão do TRF1 se sobrepõe às decisões liminares anteriores e obriga a paralisação das obras.
Gurgel e Duprat afirmam também que a Constituição brasileira inaugura, em 1988, novas premissas de cidadania para os povos indígenas, desrespeitadas pelo Congresso Nacional no decreto que autorizou Belo Monte. "O objetivo do constituinte foi empoderar as comunidades indígenas, concebendo-as como sujeito e não como objeto da ação estatal, e permitindo-as lutar pelos seus próprios direitos em todas as esferas", dizem.
"Não se pode considerar conforme à democracia e ao devido processo legislativo uma decisão parlamentar que pode afetar direta e profundamente uma comunidade indígena, sem  que se assegure a esse grupo étnico pelo menos o direito a voz, pelo menos a possibilidade de tentar influenciar o convencimento dos parlamentares, cuja decisão afetará o seu destino", diz o recurso do MPF, para concluir: "a consulta posterior, quando já consumado o fato sobre o qual se  pretende discutir, é mera forma sem substância, incompatível com as liberdades  expressivas e a gestão do próprio destino que tanto a Constituição, quanto a Convenção 169/OIT lhes asseguram".


#13 Eleições 2012: Voto antecede a democracia no país

1

Começou no último dia 21 de agosto a propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão para as eleições municipais deste ano. É o momento decisivo para que os candidatos expliquem suas propostas à população, que escolherá prefeitos e vereadores de mais de 5,5 mil cidades. O primeiro turno acontece em 7 de outubro.
No Brasil as eleições ocorrem (alternadamente) a cada dois anos, ora para os cargos de presidente, governador, deputado e senador (a última, em 2010), ora para os cargos de prefeito e vereador. Os senadores são eleitos para um mandato de oito anos, enquanto os demais cargos têm mandatos de quatro.
O processo eleitoral é considerado o ato mais importante da democracia, pois é quando os cidadãos exercem seu direito de escolher seus governantes. A despeito disso, no Brasil as eleições antecedem o próprio regime democrático e o sistema republicano de governo. Diferente do que usualmente se pensa, as eleições são instrumentos usados até mesmo porditaduras.
A tradição eleitoral brasileira remonta ao século 16, na época do Brasil Colônia. Segundo os historiadores, a primeira eleição ocorreu em 1532 em São Vicente (SP) para escolher o Conselho Administrativo da vila.
Desde então, o voto tornou-se regular nas capitanias durante todo o período em que o Brasil foi colônia de Portugal. Mas era um país bem diferente do atual, escassamente povoado e com comunicação e transportes precários entre as regiões.
A sociedade também era bem diversa. De acordo com Laurentino Gomes, em seu livro “1808”, a cada três brasileiros, um era escravo e a maior parte da população era analfabeta e pobre. Sendo assim, eram poucos brasileiros que podiam votar: somente uma elite pertencente à famílias tradicionais e proprietários de terra.
Em 1821, um ano antes da proclamação da Independência, foram realizadas as primeiras eleições gerais no país. O objetivo era eleger deputados que representariam o Brasil na Corte Portuguesa. A votação durou meses em razão da burocracia.
Fraudes
No Período Imperial (1824-1889) foi definido o primeiro sistema eleitoral brasileiro. Votava-se para escolher, nas cidades, o juiz de paz e os vereadores. Os brasileiros ainda escolhiam os representantes da recém-criada Assembleia Geral, constituída por Câmara dos Deputados e Senado.
Para os cargos municipais as eleições eram diretas; já para escolher deputados e senadores, eram indiretas: votantes escolhiam os eleitores que elegiam os candidatos. Esse sistema de voto indireto durou até 1880.
Podiam votar homens com idade a partir dos 25 e renda anual de 100 mil réis, para votante, e 200 mil, para eleitor (o chamado voto censitário). Mulheres, índios e escravos não tinham direito ao voto. Assim, apenas 1,5% da população comparecia às urnas.
 O alistamento eleitoral, feito no dia do pleito, dava vazão a todo tipo de fraudes. As votações aconteciam nas igrejas, após uma missa.
A República aboliu o voto censitário, mas, na prática, pouca coisa mudou. Os eleitores eram induzidos a votar em candidatos indicados pelos coronéis (grandes proprietários de terras) que organizavam as eleições. O voto não era secreto.
Já o século 20 trouxe alguns avanços ao processo eleitoral, como o direito ao voto feminino, em 1932. O Brasil foi o segundo país da América Latina a instituir o voto feminino, seguindo o Equador.  Mesmo assim, o eleitorado não atingia 3% da população.
Entre as principais medidas que visavam garantir a legitimidade estavam o voto secreto e a criação da Justiça Eleitoral, que passou a cuidar do alistamento, da apuração dos votos e do anúncio do resultado.
O Golpe de Estado de 1937, contudo, interrompeu o exercício democrático no país durante os 9 anos da ditadura de Getúlio Vargas.
O Congresso foi fechado, os partidos políticos foram proibidos e as eleições suspensas pela primeira vez na história do país. O retorno do voto, em 1945, trouxe o maior contingente de eleitores (pela primeira vez, acima dos 10% da população) e um processo mais limpo, sem fraudes.
Ditadura
Outra ruptura na democracia brasileira aconteceu com o Golpe Militar de 1964. Durante as duas décadas seguintes, o regime suprimiu direitos civis e liberdades individuais em nome da segurança nacional. Curiosamente, foram mantidas as eleições para alguns cargos.
Mesmo com o Congresso fechado em duas ocasiões, políticos com mandatos cassados e a polarização dos partidos (o ARENA e o MDB), os brasileiros puderam votar para deputados (estaduais e federais) e para vereadores, pelo sistema proporcional.
Já as eleições majoritárias para prefeito, governador, senador e presidente foram restritas ou suspensas. As eleições diretas só foram retomadas nos anos 1980, e os brasileiros só puderam votar novamente para presidente em 1989, quando foi eleito Fernando Collor de Mello.
Hoje o país possui um processo eleitoral moderno e ágil, virtualmente imune a fraudes. A implantação da urna eletrônica em 1996 permite que os resultados sejam divulgados poucas horas após o término do pleito. O país possui o terceiro maior número de eleitores do mundo, atrás apenas da Índia e dos Estados Unidos. Qualquer brasileiro maior de 16 anos pode votar e 95% da população adulta está alistada.

DIRETO AO PONTO

A propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão para as eleições municipais começaram no último dia 21. Serão escolhidos prefeitos e vereadores de mais de 5,5 mil cidades. No Brasil há eleições a cada dois anos (alternadamente) para os cargos de presidente, governador, deputado e senador (a última, em 2010) e para prefeito e vereador.

Desde a redemocratização do país, nos anos 1980, o processo eleitoral ficou mais moderno, democrático e legítimo. O que poucos sabem é que as eleições no país são quase tão antigas quanto o descobrimento, antecedendo o regime democrático e o sistema republicano. A primeira foi realizada na vila de São Vicente, em 1532.

Mas durante o período colonial e imperial, poucos brasileiros tinham o privilégio de escolher seus representantes no Poder Legislativo. Apenas uma pequena parcela da população masculina podia votar, excluindo escravos e índios.

O Estado Novo foi um único período de suspensão total das eleições, que durou de 1937 a 1945. Mesmo durante a ditadura militar (1964-1985), com a restrição de direitos políticos, o fechamento do Congresso e o bipartidarismo, os brasileiros ainda podiam votar para alguns cargos.



# 12 ELEIÇÕES PRESIDENCIAis na venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que está na reta final da campanha à reeleição, confirmou que o governo formalizou o pedido para deixar a Comissão e a Corte de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Em julho, ele havia anunciado a decisão, mas a medida foi formalizada apenas nesta semana. Pelas regras do órgão, a formalização deve ocorrer com um ano de antecedência até a conclusão do processo.
Para as autoridades venezuelanas, a Comissão e a Corte de Direitos Humanos da OEA não são isentas nem neutras nas avaliações que fazem. Nos últimos anos, o governo Chávez vem travando uma série de embates com os órgãos da OEA.
Chávez disse que a medida é uma reação às ações da OEA, que levantou dúvidas sobre o respeito e a preservação dos direitos humanos na Venezuela. "Espero que em algum momento nós tenhamos uma comissão séria e que possamos lutar com outros governos em defesa dos direitos humanos”, acrescentou.
Segundo o presidente venezuelano, seu governo é um defensor dos direitos humanos. “Nós aqui  lutamos o suficiente [em defesa] dos direitos humanos. Uma luta de mãos em punho em favor do nosso povo", acrescentou ele, negando irregularidades e violações na área.
A Corte  de Direitos Humanos da OEA condenou a Venezuela no caso envolvendo Raúl Diaz Peña, acusado de provocar ataques às embaixadas da Colômbia e Espanha, em Caracas, e ter ficado sem assistência do governo. Chávez rebateu a condenação, informando que todos os trâmites processuais foram respeitados e que agora Peña vive nos Estados Unidos.
O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, lamentou a formalização do governo venezuelano para deixar o órgão. Ele disse que tem esperança de Chávez reverter a decisão. Segundo Insulza,  a Corte é um dos pilares das normas legais que abrange a defesa dos direitos humanos no continente. (Com informações da Telesur)


# 11  Monarquias: Rainha Elizabeth completa 60 anos no trono


Reis e rainhas fazem parte do imaginário popular como símbolos de poder absoluto no continente europeu. Na maior parte das monarquias remanescentes, entretanto, a nobreza exerce mais uma função cerimonial do que política. É este o caso da rainha Elizabeth 2ª, que no dia 6 de janeiro completou seis décadas no trono do Reino Unido.
Monarquia é uma forma de governo em que o poder é concentrado em uma pessoa, o rei ou a rainha, que se mantém no cargo até morrer ou abdicar ao trono. A sucessão, na maioria dos casos, é hereditária, ou seja, a coroa passa de pais para filhos.
Na Europa, essa tradição predominou desde a queda do Império Romano até por volta do século 18. Após esse período, as monarquias foram substituídas por repúblicas ou por uma versão mais moderna, chamada monarquia constitucional, em que o monarca é limitado pela Constituição ou restrito a um papel simbólico.
Atualmente, 44 países preservam o regime monárquico. Na Europa, todas as monarquias são constitucionais (com exceção da cidade do Vaticano) e plenas democracias, como Dinamarca, Bélgica, Espanha, Suíça e Reino Unido. Países asiáticos, como Japão e Tailândia, também conservam esse antigo modelo de governo.
Já no Oriente Médio, reis ainda detêm poderes absolutos, como em Brunei, Omar e Arábia Saudita. Desde o final de 2010, os reinados árabes são confrontados por protestos inéditos na região, mas nenhum rei até agora foi deposto, apenas presidentes.
O maior reino do mundo é o Commonwealth Realm (Comunidade do Reino Unido). Ele é formado por 16 nações independentes que reconhecem a rainha Elizabeth 2a como chefe de Estado: Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Ilhas Salomão, Jamaica, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, São Cristóvão e Névis, Santa Lucia, São Vicente e Granadinas, Tuvalu e Reino Unido (Inglaterra Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte). No total, 135 milhões de pessoas vivem no Commonwealth Realm.


Jubileu de Diamante

A rainha Elizabeth 2ª, 85 anos, é a mais longeva da história da Inglaterra e a segunda em tempo de reinado, superada apenas pela rainha Vitória, que ficou 63 anos no trono (1837-1901). Ela é também a monarca há mais tempo no poder na Europa e a segunda no mundo, atrás apenas do rei Bhumibol Adulyadej, da Tailândia, que ocupa o cargo desde 1946.
Elizabeth Alexandra Mary foi coroada em 6 de fevereiro de 1952, há 60 anos, após a morte do pai, o rei Jorge 6o. Desde então, superou escândalos familiares, crises políticas e tendências antimonarquistas na Grã-Bretanha.
Na prática, a função da rainha é restrita a cerimoniais e outras formalidades, como nomeação do premiê e concessão de títulos a cidadãos ingleses. Para isso, recebe salários que somam R$ 20 milhões ao ano. O poder político, de fato, é exercido pelo Parlamento, composto pela Câmara dos Lordes e pela Câmara dos Comuns, e pelo Primeiro-Ministro e seu gabinete.
A rainha é casada desde 1947 com o príncipe Philip, com quem teve quatro filhos: Charles, Anne, Andrew e Edward. O Príncipe Charles é o primeiro na linha de sucessão, seguido pelo neto da rainha, o Príncipe William.
No Jubileu de Diamante, Elizabeth 2a reafirmou seus compromissos com a realeza britânica, afastando a hipótese que poderia abdicar em favor do Príncipe Charles. Os ingleses, no entanto, preferem que o trono britânico seja ocupado pelo príncipe William, que em 29 de abril do ano passado se casou com Catherine Middleton, numa cerimônia acompanhada por dois bilhões de pessoas em todo o mundo.
A razão da impopularidade do Príncipe Charles foram os escândalos que cercaram o casamento com a princesa Diana, em um dos períodos mais difíceis do reinado de Elizabeth 2ª. A crise atingiu o auge quando a princesa Diana, muito querida entre os ingleses, morreu em um acidente de carro em 31 de agosto de 1997.
Na ocasião, a rainha estava de férias na Escócia, com o filho e os netos. A ausência da família real em Londres e o silêncio da rainha – que relutou em emitir um comunicado oficial sobre a morte da ex-nora – motivaram críticas da opinião pública (situação retratada no filme “A Rainha”).
Hoje, ela recuperou a boa reputação entre os ingleses, amparada pela complacência da imprensa britânica e a repercussão positiva do casamento do neto.

DIRETO AO PONTO

A rainha Elizabeth 2a, 85 anos, completou no dia 6 de janeiro seis décadas no trono do Reino Unido. Ela é a mais longeva da história da Inglaterra e a segunda em tempo de reinado, superada apenas pela rainha Vitória, que ficou 63 anos no trono (1837-1901).

Ela é também a monarca há mais tempo no poder na Europa e a segunda no mundo, atrás apenas do rei Bhumibol Adulyadej, da Tailândia, que ocupa o cargo desde 1946.

Elizabeth Alexandra Mary foi coroada em 6 de fevereiro de 1952 após a morte do pai, o rei Jorge 6o. Desde então, superou escândalos familiares, crises políticas e tendências antimonarquistas na Grã-Bretanha.

Na prática, porém, a função da rainha é restrita a cerimoniais e outras formalidades, como nomeação do premiê e concessão de títulos a cidadãos ingleses. O poder político, de fato, é exercido pelo Parlamento, composto pela Câmara dos Lordes e pela Câmara dos Comuns, e pelo Primeiro-Ministro e seu gabinete.

Atualmente, 44 países preservam o regime monárquico. Na Europa, todas as monarquias são constitucionais (com exceção da cidade do Vaticano) e plenas democracias. O Commonwealth Realm (Comunidade do Reino Unido) é o maior reino do mundo. Ele é formado por 16 nações independentes que reconhecem a rainha Elizabeth 2ª como chefe de Estado.


#10  Educação: A polêmica do sistema de cotas


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 26 de abril, que o sistema de cotas raciais em universidades não contraria a Constituição brasileira. O resultado do julgamento sanciona a prática, adotada por instituições públicas de ensino superior, de manter reservas de vagas para estudantes negros, pardos e índios.
O objetivo das cotas é corrigir injustiças históricas provocadas pela escravidão na sociedade brasileira. Um dos efeitos desse passado escravocrata é o fato de negros e índios terem menos oportunidades de acesso à educação superior e, consequentemente, ao mercado de trabalho.
Brasileiros brancos têm, em média, dois anos a mais de escolaridade do que negros e pardos, de acordo com dados de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foi esse argumento – de que o sistema de cotas é uma forma de combater a herança escravagista do século 19 – que prevaleceu entre os ministros do Supremo, cuja decisão foi unânime.
Eles julgaram uma ação proposta pelo DEM contra o sistema de cotas na UnB (Universidade de Brasília), adotado em 2004. A instituição reserva 20% das vagas para candidatos que se declarem negros ou pardos. O partido sustentou que a medida viola o princípio constitucional de igualdade e é discriminatória.
As cotas raciais fazem parte de um modelo de ação afirmativa criado nos anos 1960, nos Estados Unidos. A proposta era de amenizar o impacto da desigualdade social e econômica entre negros e brancos. Hoje, apesar da reserva de vagas ser considerada ilegal nos Estados Unidos, as universidades americanas usam as ações afirmativas para selecionar alunos negros e hispânicos com potencial.
No Brasil, o sistema de cotas raciais não beneficia apenas negros, mas pardos e índios. Há ainda as chamadas cotas sociais, para alunos vindos de escolas públicas e deficientes físicos, e cotas mistas, para estudantes negros que estudaram na rede pública de ensino, por exemplo.
Para concorreram a essas vagas, os candidatos devem assinar um termo autodeclarando a raça e, em algumas instituições, passar por entrevistas.
O problema é que, em uma sociedade mestiça como a brasileira, há o risco de distorções no processo de seleção. O caso mais conhecido ocorreu em 2007. Dois irmãos gêmeos univitelinos (idênticos), filhos de pai negro e mãe branca, inscreveram-se como candidatos no sistema de cotas da UnB. Após uma entrevista, somente um deles foi considerado negro e conseguiu a vaga. Houve repercussão na imprensa e a pressão fez a universidade rever a decisão.

Preconceito

O episódio se tornou emblemático para aqueles que são contrários à adoção do sistema de cotas raciais. Justamente por ser uma sociedade mestiça, diferente da norte-americana, não haveria como aplicar o mesmo tipo de ação afirmativa no Brasil.
O sistema de cota, dizem, poderia até ter um efeito contrário, estimulando a segregação racial em um país onde, a despeito do preconceito, ela não existe. Segundo dados do IBGE, em 2008 apenas 6,1% da população se autodeclaravam negros, e 45,1% se definiam como pardos. Cotas para negros, dessa forma, discriminariam aqueles que se definem como pardos.
Críticos da proposta argumentam ainda que, também diferente dos Estados Unidos, os negros nunca foram impedidos de frequentar universidades brasileiras por uma questão racial, mas por motivos socioeconômicos. Por esta razão, as cotas deveriam privilegiar alunos pobres, sejam eles brancos, pardos ou negros. O critério de diferenciação seria a renda, não a raça.
No atual contexto, alguns candidatos optam pelo sistema de cotas não para contornar a segregação racial, mas apenas para buscar um acesso mais fácil ao ensino superior. Com isso, seria transferido para o ensino superior um problema de competência escolar que o governo deveria resolver na educação básica e profissionalizante, em escolas públicas.

Universidades

De qualquer forma, a decisão do STF deve exercer pressão sobre universidades para que empreguem o sistema de cotas raciais.
A ONG Educafro estima em mais de 180 o número de instituições públicas de ensino superior que utilizam esse tipo de reserva de vagas. Segundo a entidade, São Paulo é o Estado com maior número de instituições com cotas (57), a maioria em Faculdades de Tecnologia (Fatecs), do governo estadual.
No Brasil, de um total de 59 universidades federais, 36 possuem alguma forma de ação afirmativa e, em 25 delas, reservas para negros, pardos e índios (42,3% do total). A primeira universidade a adotar as cotas foi a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em 2002, por conta de uma lei estadual.
Uma pesquisa do IBGE apontou que, entre 1998 e 2008, o número de negros e pardos no ensino superior aumentou, mas que ainda é metade do número entre brancos. A porcentagem de jovens brancos com mais de 16 anos que haviam frequentado universidades em 2008 era de 60,3% do total, enquanto o de negros e pardos era de 28,7%. Em 1997, a diferença era de 33% para 7,1%, respectivamente.
O ensino superior é um retrato de desigualdades sociais e raciais. O modo como a sociedade e o governo devem tratar a questão, seja como sistema de cotas raciais ou outra proposta, ainda não é consenso no país.

DIRETO AO PONTO

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 26 de abril, que o sistema de cotas raciais em universidades é constitucional. O resultado do julgamento sanciona a manutenção das reservas de vagas para estudantes negros, pardos e índios nas universidades.

O objetivo das cotas é corrigir injustiças históricas provocadas pela escravidão na sociedade brasileira. Brasileiros brancos têm, em média, dois anos a mais de escolaridade do que negros e pardos, de acordo com dados de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Críticos da proposta, contudo, argumentam que os negros nunca foram impedidos de frequentar universidades por uma questão racial, mas por motivos econômicos e sociais. Por esta razão, as cotas deveriam privilegiar alunos pobres, sejam eles brancos, pardos ou negros.

De qualquer modo, a decisão do STF deve exercer pressão sobre universidades para que empreguem o sistema de cotas raciais. Segundo a ONG Educafro, mais de 180 instituições públicas de ensino superior utilizam esse tipo de reserva de vagas.